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O Palácio de Palma está entre os edifícios mais antigos ainda em constante utilização em Portugal. Atualmente em fase de pesquisa, as origens do Palácio e da vila de Palma estão perdidas na névoa do tempo, como demonstram duas paredes de 5 metros de espessura recentemente descobertas, possivelmente construídas para proteger os primeiros habitantes da vila.
No século XII, estas antigas muralhas já se encontravam completamente subterrâneas e, sobre elas, foi construída a já referida capela da Ordem de Santiago, atualmente o refeitório principal do Palácio.
Sob o patrocínio de D. Pedro de Mascarenhas, São Francisco Xavier visitou Palma antes da expedição à Índia e ao Extremo Oriente, não só celebrando missa na capela, mas também benzendo a fonte mourisca que ainda hoje abastece a vila de Palma de água fresca.
O Palácio foi posteriormente remodelado por volta de 1875 pelos meus antepassados de São Romão. Passaram mais 50 anos até que o edifício entrasse na sua encarnação seguinte, quando, em 1920, o meu bisavô, José Maria Posser de Andrade, o reformou de novo. Nos anos que antecederam esta renovação, o último rei português, Dom Carlos I, era um visitante frequente, desfrutando de caçadas e passeios a cavalo por toda a nossa propriedade.
Tendo perseverado desde os tempos de Dom Pedro, Palma, a propriedade da nossa família, foi legalmente registada em meados do século XX pelo meu avô e pelos seus irmãos, como uma sociedade anónima. A maioria dos residentes da aldeia de Palma são descendentes dos trabalhadores originais da empresa da nossa família, o que confere à nossa quinta e à nossa casa (Palma Palace) uma atmosfera única de continuidade e história.